segunda-feira, 14 de junho de 2010

Christian Dior







Um homem tímido e aparentemente comum, Christian Dior (1905-1957) transformou a maneira de se vestir após a Segunda Guerra Mundial e criou o estilo dos anos 50. Quando todos previam simplicidade e o conforto, ele propôs o luxo e a feminilidade extrema, copiados por mulheres do mundo inteiro.A grife Christian Dior sobreviveu ao seu criador e ainda hoje é sinônimo de luxo e sofisticação. Desde 1997, o inglês John Galliano é quem está à frente das criações da marca.
"Nós saímos de uma época de guerra, de uniformes, de mulheres-soldados, de ombros quadrados e estruturas de boxeador. Eu desenho femmes-fleurs, de ombros doces, bustos suaves, cinturas marcadas e saias que explodem em volumes e camadas. Quero construir meus vestidos, moldá-los sobre as curvas do corpo. A própria mulher definirá o contorno e o estilo."
Christian Dior
"New Look"
O "tailleur Bar", símbolo da primeira coleção assinada por Christian Dior
"New Look"Em 1947, Christian Dior apresentou sua primeira coleção, batizada de "New Look" pela redatora da revista "Harper's Bazaar" americana, Carmel Snow. Ao contrário da moda prática de Chanel, o "New Look" era, basicamente, composto por saias amplas quase até os tornozelos, cinturas bem marcadas e ombros naturais. Era a volta da mulher feminina e elegante.O modelo que se tornou o símbolo do "New Look" foi o "tailleur Bar", um casaquinho de seda bege acinturado, ombros naturais e ampla saia preta plissada quase na altura dos tornozelos. Luvas, sapatos de saltos altos e chapéu completavam o figurino impecável. Com essa imagem de glamour, estava definido o padrão dos anos 50.Em 1997, numa edição comemorativa limitada, a
Barbie, boneca mais vendida no mundo, foi vestida com o famoso "tailleur Bar" de Christian Dior.

Dolce & Gabbana






A mulher que veste a grife DOLCE & GABBANA é sexy, gosta de transparência, contrapondo-se a tecidos masculinos de riscas “diplomáticas”, com gravata ou camisa masculina, mas sempre de salto, o que lhe confere um caminhar extremamente feminino. E o mesmo vale para o homem. Relaxado, veste-se para si mesmo, pode ir ao escritório com um impecável traje de risca “diplomática” ou, diferentemente, com calça jeans e um blazer. As peças assinadas pela dupla tornaram-se supercobiçadas no mundo fashion, e a personalidade de ambos, se emaranhou de tal forma na estética deslumbrante criada por eles que celebridades, clientes e até compradores da indústria da moda pronunciam o sobrenome dos estilistas italianos como se fossem uma alma inseparável: DOLCE & GABBANA.Leia mais:


A história
Apaixonados pelo barroco e pelo estilo de vida do sul da Itália, uniram os nomes em 1985, quando lançaram a primeira coleção em um desfile no mês de outubro, na semana da moda em Milão, na categoria “novos talentos”. Surgia assim a grife DOLCE & GABBANA. Imediatamente, se tornaram os queridinhos da imprensa especializada e conquistaram seu espaço no mundo da moda italiana. No final desta década a DOLCE & GABBANA começou a inaugurar suas primeiras lojas: Tóquio, em 1989; Milão, em 1990; e Hong Kong, em 1991.- -A dupla ousou, em 1991, ao vestir as top-models da época – Linda Evangelista, Naomi Campbell e Christy Turlington – com peças da coleção masculina. Ainda nesta década começou uma forte associação da marca com as grandes estrelas da música pop, através da criação dos guarda-roupas originais para alguns dos mais bem-sucedidos shows de todos os tempos: Madonna – Girlie Show (1993) e Music (2000); Whitney Houston – My Love is Your Love (1999); Mary J Blige – Mary Tour (2000) e No More Drama (2002); e Alicia Keys – Tour Verão 2002. O negócio, que começou com uma linha de roupas femininas, cresceu consideravelmente ao longo dos anos. Atualmente, são coleções femininas e masculinas, a vertente jovem D&G, a infantil D&G Junior, jeans, vestidos de noiva, óculos, lingerie, acessórios e perfumes em lojas espalhadas pelo mundo inteiro.Leia mais: http://mundodasmarcas.blogspot.com/2006/06/dolce-gabbana-o-azul-fashion.html#ixzz0qq7QXeJD

Coco Chanel




Com estilo e elegância, Gabrielle "Coco" Chanel revolucionou a década de 20, libertando a mulher dos trajes desconfortáveis e rígidos do final do século 19. Um verdadeiro mito, Chanel reproduziu sua própria imagem, a mulher do século 20, independente, bem-sucedida, com personalidade e estilo.O estilista alemão Karl Lagerfeld é, desde 1983, o diretor de criação da marca Chanel, tanto para a linha de alta-costura quanto para a de prêt-à-porter. O estilo clássico criado por mademoiselle, revitalizado por Lagerfeld, atravessou o século 20 e se tornou atemporal.
"Eu criei um estilo para um mundo inteiro.Vê-se em todas as lojas "estilo Chanel". Não há nada que se assemelhe. Sou escrava do meu estilo. Um estilo não sai da moda; Chanel não sai da moda."

Símbolo de status



A bolsa com alças de corrente dourada, o colar de pérolas, o tailleur e o vestido preto são os símbolos de elegância e status que marcaram para sempre a história da moda. Mas foi o seu perfume, o Chanel nº 5 - tido como o mais vendido no mundo -, que a tornou milionária.O perfume foi criado em 1921 por Ernest Beaux a pedido de Gabrielle Chanel, que sugeriu: "Um perfume de mulher com cheiro de mulher". Dentro de um frasco art déco - que foi incorporado à coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York em 1959 -, o Chanel nº 5 foi o primeiro perfume sintético a levar o nome de um estilista.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O século XXI

















No século 21, a moda pode ser copiada, criada, customizada ou resgatada. Época em que não há o “certo” nem o “errado”.



Isabela Capeto
Desenvolvendo uma moda feminina artesanal e ao mesmo tempo urbana, a carioca Isabela Capeto conquistou um espaço entre a juventude dita descolada e alternativa do eixo Rio-São Paulo.Em 1990, a estilista estudou moda em Florença, na Itália, e, de volta ao Brasil, trabalhou por uma década nas grifes Maria Bonita, Maria Bonita Extra e Leny. Há dois anos, alçou vôo solo e lançou a marca Ateliê Ibô. Na infância, Isabela era chamada pelos amigos de Isabô, e esse chegou a ser o nome do ateliê logo que ela abriu.A estréia de sua marca nas passarelas aconteceu na edição de lançamento das coleções de inverno do Fashion Rio de 2004. O delicado desfile, ao som de harpas e com um cenário de fachadas de casinhas tipicamente brasileiras, agradou público e crítica.Em uma ascensão meteórica, a Isabela estreou logo em seguida no São Paulo Fashion Week, lançando a coleção de verão 2004-2005. No desfile, inspirou-se em um livro de fotos dos africanos originários de Mali Seydou Keïta e Malick Sidibê, que retrataram o cotidiano da região nos anos 60. Assim, usou batas, babados e miçangas. Juntou a essas influências um ar urbano, com grafismos e silks. A loja e showroom do Ateliê Ibô fica em um antigo predinho da Gávea, na cidade do Rio de Janeiro. Lá podem ser encontradas peças únicas, com aplicações de flores bordadas em jaquetas, calças e saias. A marca também é vendida nas lojas Clube Chocolate do Rio e de São Paulo e em multimarcas espalhadas pelo Brasil. A cantora Preta Gil, a apresentadora Marina Person e a relações-públicas Alice Ferraz são algumas das celebridades que vestem as criações de Isabela Capeto.





Alexandre Herchcovitch
O estilista paulistano Alexandre Herchcovitch cria oito coleções anuais para a própria marca, criações de produtos licenciados para diversas empresas, desfiles anuais na badalada Semana Prêt-À-Porter de Paris, na Semana da Moda - 7th on Sixth, em Nova York, e dois por ano no São Paulo Fashion Week.Em 2002, Herchcovitch assumiu a direção de criação da Cori, com a missão de rejuvenescer a clássica grife, que, com uma nova cara, ingressou no São Paulo Fashion Week. Em junho passado, o estilista assumiu a direção da Faculdade de Moda da FMU, em São Paulo. E ainda lançou recentemente um concurso de modelos, procurando encontrar alguém que representasse a "beleza brasileira".Sua trajetória na moda brasileira foi construída em pouco mais de dez anos de carreira, suficientes para transformar o nome Alexandre Herchcovitch em uma das marcas mais poderosas do mundo fashion. Com 33 anos, o estilista saiu da faculdade de Moda em 1993. Apesar de ter arrasado no desfile de formatura, até hoje não obteve o diploma devido à reprovação na matéria Linguagem Instrumental, que nunca se esforçou em refazer.A carreira profissional é aparentemente curta, mas o casamento de Herchcovitch com a moda já vem da infância. Aos dez anos, palpitava sobre as roupas que a mãe, dona de uma pequena confecção de lingeries, vestia. Logo estava aprendendo a trabalhar com tesoura, agulha e linha e, aos 16, costurou um vestido de organza. O que impressionou a mãe nesta estréia precoce foram as esferas presas à barra para dar caimento ao tecido. Era indiscutível: o adolescente revelava um talento excepcional para a moda.Do primeiro vestidão às estampas de caveira, famosas no underground paulistano dos anos 90, passando por roupas para prostitutas e travestis, modelos clássicos de executivas desenvolvidos para a Cori, e camisetas com motivos de Walt Disney de 2003, Herchcovitch foi surpreendendo e se revelando um camaleão, dotado de uma sensibilidade, capaz de vestir qualquer tipo de pessoa. Isso tudo sem contar a diversidade de produtos que tem criado em parceria com grandes marcas: calçados para a Democrata, jóias para a Dryzun, meias e cuecas para a Lupo, fundos de tela de telefones celulares para a Motorola, sandálias para a Melissa e cadernos para a Tilibra, entre outros. Uma dessas parcerias, com a Hello Kitty, chamou a atenção da cantora Björk, que saiu na revista francesa "Art Actuel" em 2003, vestindo uma camiseta com a estampa de Carmen Miranda.Herchcovitch também trabalhou na Zoomp e na Ellus. Atualmente, tem quatro lojas próprias, desenha modelos exclusivos em seu ateliê, exporta a linha jeanswear para os Estados Unidos e Reino Unido. Além da moda, o estilista é um personagem da noite. Ao lado de Johnny Luxo, anima festas por todo o Brasil como DJ, tocando hits dos anos 80 e 90. Na TV, fez uma pequena participação na novela global "Desejos de Mulher", em 2002.


Glória Coelho
Em 30 anos na linha de frente do prêt-à-porter brasileiro, Gloria Coelho construiu um nome bem sucedido.Mineira, radicada em São Paulo, é casada com Reinaldo Lourenço, seu ex-assistente, que hoje é um nome de peso na moda, assinando a marca que leva o próprio nome. O filho do casal, Pedro Lourenço, de apenas 14 anos, também se lançou como estilista.A história vitoriosa de Gloria começou nos anos 70. Ligada à arte desde a infância, sempre gostou de pintar quadros, escrever poemas e fazer roupas para as amigas. Acabou indo estudar em um instituto de arte e decoração, partindo depois para a França.Em Paris, cursou o Studio Berçot e, em 1974, de volta ao Brasil, lançou a primeira coleção da G, antigo nome de sua grife. Já no início, influenciada pelo gosto pela arte e história, seguiu o conceito que a acompanharia ao longo da carreira. Suas roupas sempre foram feitas para vestir mulheres sofisticadas e antenadas com o que acontece no mundo. Na década de 90, já com a grife própria consolidada, lançou uma segunda marca, voltada para um público feminino jovem. Assim, em 1995 nasceu a Carlota Joaquina, depois rebatizada Carlota Joakina, por uma questão numerológica. Para a criação, Gloria chamou Carla Fincato, sua antiga assistente de estilo e ex-estagiária de Reinaldo Lourenço, pupila do casal por dez anos.A marca Gloria Coelho integra o circuito Morumbi Fashion e São Paulo Fashion Week desde o início e a Carlota Joakina desde 2001. No ano passado, aconteceu a estréia do filho Pedro, então com 13 anos, nas passarelas. Hoje, Gloria Coelho tem inúmeras lojas no Brasil e um showroom em Paris onde expõe as coleções próprias. Exporta para diversos países da Europa, Estados Unidos, Canadá, China, Líbano e Kuait. A Carlota tem lojas próprias e vende em mais de cem multimarcas do Brasil. Um showroom em Londres cuida das exportações da jovem grife.







domingo, 6 de junho de 2010

Anos 90




Na década de 90 a moda se inspira em muito do que já passou. Os desenhistas de vanguarda vem da Inglaterra e Bélgica, mas a Itália dita as tendências. É a década da Prada, Versace, Armani, Dolce e Gabanna e Gucci, entre outros.







Mais comportada nas cores e modelagens, como reação às peruas da décadas passada.Em vez de mais, menos. As saias cobrem os joelhos e as calças se tornam uma realidade. As roupas do esporte emprestam forma e utilidade. As transparências e decotes em todas as coleções tornam o busto objeto de desejo. A indústria das mamas de silicone crescem na mesma rapidez das glândulas mamárias de quem se submete ao implante. Voltam os duas-peças e maiôs inteiros.

No Brasil há muito mais preocupação com a individualidade, em sentir-se bem: uma sandália, uma bolsa de palha, uma água-de-colônia, um batom, uma gíria nos lábios... A sensualidade torna-se mais ardilosa, insinuada, armadilhas para o olhar, convite ao voyeurismo, estímulo às fantasias. As cores, tons vibrantes: rosas declarados, amarelos impulsivos, azuis profundos, coisa bem Brasil.

São os grandes mestres de Paris, Londres, Milão e Nova York que são atraídos por esse novo comportamento e descobrem a nossa moda de "tabuleiro", colorida, malandra, e se curvam diante do luxo que desce o morro rumo à avenida. Brilho falso, feito de papel laminado, tinta tóxica, cola vagabunda. Mas que pulsa, arrebata e explode em inimitável criatividade.

Até a metade da década de 90, o exagero dos anos anteriores ainda influenciou a moda. Foram lançados, por exemplo, os jeans coloridos e as blusas segunda-pele, que colocaram a lingerie em evidência. Isso alavancou a moda íntima, que criou peças para serem usadas à mostra, como novos materiais e cores.

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mulher-moda/anos-90.php

Anos 80


Exagero está no ar

Os anos 80 serão eternamente lembrados como uma década onde o exagero e a ostentação foram marcas registradas.Os seriados de televisão, como Dallas,mostravam mulheres glamourosas, cobertas com jóias e por todo o luxo que o dinheiro podia pagar. A moda apressou-se por responder a esses desejos, criando um estilo nada simplório. Todas as roupas de marcas conhecidas tinham seus logos estampados no maior

tamanho possível, com preços proporcionais. O jeans alcança seu ápice, ganhando status. E os shoppings tornaran-se paraíso dos consumistas.Pode-se dizer que os anos 80 começam realmente em 1977, com o sucesso da música “disco” inspirados no filme “Embalos de sábado à noite”. Voltam à tona, o glamour da noite e o charme do excesso e do brilho, deixando para trás o estilo hippie dos anos 70. A juventude trouxe de volta o que já era considerado “velho”: roupas sob medida e vestidos de baile. Os anos 80 seguem o charme e a sofisticação dos anos 60, porém com um certo exagero.

Nesta década, os japoneses marcaram posição no cenário internacional. Em um universo tecnológico (o Atari surgiu nessa época), a moda inspirou-se no Japão, emergente com suas novidades, e em tudo o que fosse eletrônico: neons, computadores, automáticos, etc.

Corpo bonito

Não bastava ser bem-sucedido e bem-vestido. Nessa década, ter um corpo bonito e saudável era essencial para o sucesso. Assim, numa continuidade pelo amor aos esportes inaugurado na década anterior, explodiram academias por todos os cantos, onde os freqüentadores iam com suas polainas e collants para as aulas de aeróbica, movidas por músicas dançantes e ritmadas, com temática comum: ginástica, poder, sucesso.

Influenciando as roupas, o espírito esportivo levou o moletom e a calça fuseaux para fora das academias e consagrou o tênis como calçado para toda hora. Este último também fez ressurgir a moda de calçados baixos, como os mocassins,

tanto multicoloridos como clássico.

O look "molhado", conseguido com gel e mousse para cabelos, fez a cabeça de homens e mulheres, ao lado das permanentes fartas e topetes tão altos quanto se conseguisse deixá-los. A cartela de cores era vibrante, prezando por tons fortes e fluorescentes, com jogos de tons e contrastes.

QUEM NÃO SE LEMBRA?

-Calça baggy e semi-baggy-Sandália de plástico (Melissinhas em geral)-Ombreiras (tinha até sutiã de ombreira)-Manga morcego-Saia balonê-Legging-Batom 24 horas (não saía da boca nem com sabão) -Scarpin-Cores ácidas-Mochilas e carteiras emborrachadas-Tule no cabelo-Faixas na testa-Gola canoa-Gel "New Wave"-Polainas-Walkman Sony amarelo-Atari-Pastilhas Supra-Sumo-Balas Soft-Cubo Mágico-Mobilete-Lolo (atual Milkybar)-Cabelos assimétricos-Rock in Rio

-Relógio Champion (aquele que trocava as pulseiras)-Tênis iate (tinha um da OP quadriculado que era uma febre)-Tênis All Star (de todas as cores imagináveis)-Falcon-Susi-Genius-Caloi Ceci e Caloi 10-kichute-Acquaplay-Geleka-Hello Kitty-Coleção Moranguinho-Fofoletes -Franja repicada-Luminárias de neon-"Feliz Ano Velho" (o livro)-"Blade Runner"-"Top Gun - Ases Indomáveis"-"Procura-se Susan -Desesperadamente"-"E.T."-"9 1/2 Semanas de Amor"-"Armação Ilimitada"-"Miami Vice"-Chacrinha-"De Volta Para o Futuro"

http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1449974627192467713

Anos 70





A moda disco e psicodélica dos anos 70

A década de 70 foi uma das mais ricas na história da moda. Até hoje, a época serve como

inspiração para os estilistas que acabam trazendo de volta algumas peças. As coleções outono/

inverno 2002-03 da Missoni e Gucci são apenas alguns dos exemplos das marcas que trouxeram o estilo à tona este ano.

O período foi de revolução e marcou um salto no comportamento dos jovens, na música e na liberação sexual da mulher. Foi a época do Festival de Woodstock, do movimento hippie, da onda disco, etc. A moda também deu um salto. Para os homens, deixou de ser formal e ganhou um toque colorido e psicodélico. Para as mulheres, passou a ser romântica e despojada: com cabelos desalinhados, saias longas ou curtíssimas com inspiração indiana, batas e estampas florais ou multicoloridas. Além disso, o unissex entra na moda com suas boca-de-sino e sapatos plataforma.

A moda glitter também emplacou nos anos 70: futurista, metálica e andr

ógina, personificada na figura do camaleão David Bowie. O "paz e amor" foi cedendo espaço à moda disco que aqui no Brasil atingiu seu ápice com a novela Dancin Days.

MODA

Esta é a moda que caracteriza os anos 70: hippies e românticos. Os revolucionários dos anos 60 começaram a se acalmar nos anos 70. O “hipismo” teve início em uma comunidade idealística que vivia em Haight-Ashbury, distrito de San Francisco, se esquivando da convocação militar para lutar no Vietnã.

Originalmente concentrada em um estilo de vida ideal, sem guerras e competições de ego, o hippie acabou virando modismo. O estilo hippie teve uma exposição global em 1969 durante o festival de Woodstock, em Nova York, influenciando milhares de pessoas a adotar o visual.

Os primeiro hippies rejeitavam o consumismo e olhavam para o Oriente como inspiração religiosa. A devoção a culturas e religiões exóticas foi absorvida também nas roupas. Sob forte inspiração étnica, ciganas, túnicas indianas, estampas florais e símbolos da paz se misturaram ao básico americano, como o jeans e a camiseta

A onda do anti-consumo deixou os cabelos crescerem em desalinho. Elegeu os brechós como alternativa para agregar ao visual hippie ícones nostálgicos dos anos 20 e 30, como os chapéus desabados, veludos, cetins e estolas de pluma que ao serem usados por ídolos como Janis Joplin ou Jimmi Hendrix viravam manias;

O ácido (droga) estava sendo testado criando uma fase “psicodélica” que influenciou todas as expressões de arte, da música e da moda.

Com as mulheres se posicionando em cargos anteriormente ocupados por homens, surgem as roupas formais com um deliberado corte masculino e visual unissex.

Cores predominantes

Coloridos, tons naturais, metalizados, violetas e bordô, ferrugem e alaranjados.

Homens

A roupa deixa de ser formal. Próxima ao corpo tem lapelas largas nos casacos e calças boca- de-sino. As camisas ganham estampas florais inspiradas em ídolos do rock psicodélico. Esta década transformou a roupa masculina, deixando-as mais coloridas e estilizadas.